sexta-feira, 22 de maio de 2009

A PORTA DE ACESSO AO EVANGELHO

Em sua obra “Deus Existe, Eu O Encontrei”, conta-nos André Frossard que até ao momento de sua inesperada conversão ao catolicismo, do Evanelho só conhecia os argumentos em contra da Verdade de Cristo. Afinal. Tratava-se do filho do Secretario do Partido Comunista Frances. Para o escritor convertido, no Evangelho entra-se por duas portas, a porta da critica historica e a porta da fé. Quem entra n Evangelho pela porta da critica historica, dali sairá com um cadaver nos braços, após ter encontrado uma objeção a cada linha e um duvida a cada palavra. Mas aquele que entra pela porta da fé sabe que não há limites para a grandeza de Deus. Será surpreendido com a descoberta de que o infinitamente grande tenha convivido, algum tempo, no infinitamente pequeno, partilhando a nossa insignificancia. Descobrirá em Cristo um ser eterno. A morte de Cristo na Cruz é a prova do amior despojamento do Filho de Deus por amor ao homem. Quem vislumbra a grandeza deste dom, verá crescer a verdade do puro amor, que só pode nascer em nós através da graça de Cristo.
A ALEGRIA DO CRISTÃO “O discipulo, fundamentado assim na rocha da Palavra de Deus, sente-se motivado a levar a Boa Nova da salvação a seus irmãos...” (Bento XVI) As palavras textuais de Cristo “Fui eu que vos escolhi!”, seriam suficientes para merulhar-nos num oceano de exultação. No entanto, o Senhor insiste no texto do Evangelho de São João, capitulo 15, versiculos 9 a 17: “Disse-vos estas coisas para que a minha alegria seja a vossa alegria, e a vossa alegria seja perfeita. Embora possa parecer paradoxal, no entanto é certo que, em geral, as nossas alegria não são nossas, e como não são nossas, elas vem e vão, chegam e partem. Se acaso alguém bate à nossa porta e, ao abri-la, nos deparamos com um amigo querido, brota espontaneamente nossa exclamação de alegria: “Que bom que voce veio!”.
Na medida em que nossa conversa cresce, vai crescendo também nossa aleria. Mas quando o amigo se levanta e vai embora, talvez para longe, sentimos, ao fechar a porta, que a alegria veio e foi embora. O mesmo acontece com as noticias agradaveis, que duram até o momento em que algo de triste passa a ocupar-lhes o lugar, em nossos sentimentos. Contudo, na vida alegrias há, que não vem nem vão. Elas brotam de dentro de nós mesmos, do mais profundo do nosso ser. Trata-se da alegria do coração. Ou seja, da alegria do dever cumprido, do bem praticado, do socorro oferecido ao que dele necessita, do perdão oferecido àqueles que no ofendem. Enfim, trata-se da alegria perene do cristão, mesmo a custo de grandes sofrimentos. Maurice Baring, celebre romancista inles, em uma poesia sobre sua conversão ao catolicismo, refere-se ao deslumbramneto da incomparavel alegria ao receber “as boas-vindas de Cristo”.

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