sábado, 3 de janeiro de 2009

Traição: Que Sentimento é Este? - Côn. Manuel Q. Azevedo

“A traição é a maior dívida que temos para com a consciência, o coração e os sentimentos’(Côn. Manuel)O ser humano tem bens, propriedades, valores que lhe são comuns e importantes. Dentro destes, acredito que os sentimentos sejam os mais sensíveis, oferecendo-lhes uma disposição afetiva engrandecendo a emoção e estrutura pessoal. Todos os sentimentos ocupam um lugar de destaque. Uns fortalecem o interior, vale dizer, a consciência, os sentimentos e o coração. Outros o exterior, isto é, o caráter, a personalidade e o jeito de ser. Essa riqueza lidera, orienta e coordena todo o humanitário.
Dentro desta esfera queremos munir idéias que vão guarnecer a pessoa a refletir sobre a traição, sentimento este, que denuncia tanto interior como exteriormente a infidelidade do amor, não só no campo dos relacionamentos, mas também em toda a extensão familiar, social e comunitária. Como nos diz Santo Agostinho: “Sentimento é peso e força que impele a pessoa a canalizar as energias para um determinado objetivo”. Num mundo globalizado, onde o tudo é possível, e o digital hipnotiza os interesses, a traição desafia a confiança. Tudo induz a um subjacente. Os comportamentos se predispõem a colocar o homem encurvado perante as articulações onde ele perde o controle do equilíbrio, da dignidade, lesando aqueles que o rodeiam. Hoje se fala tanto em falência.
A traição é o caminho mais seguro que executa e generaliza a maldade, administrando dentro do ser humano a empresa mais deteriorante, engrossando lucros como magoa, tristeza, dor e tantas coisas mais. A traição afasta a pessoa da consciência. Seus sentimentos ficam algemados, impossibilitados de realizarem o que todo o mundo quer, a integridade. O coração é seqüestrado e jamais oferece a vida por inteiro ao lar, à família, à sociedade, à comunidade. A traição proporciona a mais alta graduação dos valores degradantes, dilacerando o caráter, empilhando a personalidade em alicerces preocupantes e, sobretudo, desarticula o jeito de ser da pessoa, pois esse (a) não é mais o mesmo (a). Esta perfídia (a traição) é a grande promissora das concordatas para os grandes “eventos” como: divórcios, desquites, destruição dos lares e ruína da sociedade. Acredito que você não quer isso. Giuseppe Colombero no seu livro Caminho de cura interior nos permeia com uma passagem impressionante. Ao citar o livro de Ezequiel – profeta que viveu aproximadamente no ano 600 a. C. um dos períodos mais conturbados da história de Israel -, lê-se que Deus disse a seu povo: “Eu vos purificarei; dar-vos-ei um coração novo, porei no vosso íntimo um espírito novo, tirarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne” (Ez 36,25ss). Aqui podemos ver como Deus se apresenta como um excepcional cirurgião cardíaco. É o primeiro caso de...transplante de coração de que se tem notícia na história da medicina. Assim fala o autor. Prezado leitor, faça deste artigo um grande momento para se encontrar com sua consciência, visitar seus sentimentos e ter uma conversa séria com seu coração. Não esqueça de rever seu caráter, de abrir espaço para a sua personalidade e melhorar seu jeito de ser. Confia na misericórdia de Deus. Ela o acolhe e se compromete a fazer de você uma nova criatura. Tudo está na sua decisão. Não seja o Cras, palavra latina que quer dizer amanhã, mas o Hodie - hoje, que Santo Expedito pisoteando o corvo da maldade o tentava. Não faça da traição um Cras, para resolver amanhã. Enfrenta-a hoje (Hodie) e serás feliz. Pensemos nisso.Côn. Dr. Manuel Quitério de Azevedohttp://www.entreredes.org.br/index.php?op=conteudo&wcodigo=13793

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