Na tarde de domingo, 13 de Março, Sua Santidade João Paulo II deixou a Policlínica "Gemelli"
Acendeu-se de novo a luz da janela que ilumina Roma e o mundo
Voltou a acender-se a luz da janela que é familiar a todos e que ilumina a Praça de São Pedro, Roma e o mundo inteiro. É um sinal que dá alegria e esperança: o Papa voltou para casa, acompanhado pelo amor dos romanos e de toda a humanidade. O dia 13 de Março foi um domingo extraordinário: ao meio-dia João Paulo II, da janela da policínica "Gemelli", saudou a todos com a sua voz de pai, abençoando, no final da oração pronunciada na Praça de São Pedro pelo Arcebispo Leonardo Sandri. A alegria que transbordava dos corações dos filhos por ter ouvido a voz do pai "explodiu" literalmente ao vê-lo sair da Policlínica para voltar para a sua casa que é a casa de todos, ao sentir-se iluminados pela luz "daquela janela" do Palácio Apostólico. João Paulo II chegou ao Vaticano às 18: 35 horas, tendo deixado a policlínica às 18: 18 horas, onde tinha sido internado na manhã de quinta-feira, 24 de Fevereiro. Despediu-se da comunidade do hospital com uma saudação afectuosa. Suscitou um frémito de emoção, pela consciência de respirar uma página de história, ver com o olhar dos filhos este pai de todos atravessar a Praça de São Pedro, toda iluminada e em festa, acariciado por milhares de mãos estendidas em sinal de oração, de afecto e de gratidão. Roma abraçou o seu Bispo com um entusiasmo envolvedor e ao mesmo tempo familiar. Desde as primeiras horas da tarde uma multidão interiormente feliz reuniu-se espontaneamente na Praça de São Pedro, na Policlínica e ao longo da via Pineta Sacchetti. Foi o grande abraço dos filhos ao seu pai. Um "tapete" de aplausos, de sorrisos. O mover-se rápido das mãos para expressar a alegria alternou-se com lágimas que manifestam amor. Eram numerosos os cartazes, sendo o mais delicado: "Não te canses". João Paulo II quis abençoar e agradecer pessoalmente Roma e todo o mundo pelos incessantes testemunhos de oração e de afecto que nestes dias foram ternamente grandiosos. Ao atravessar a sua Cidade de automável, sentado à frente, ao lado do motorista, ele pôde ver o olhar deste povo em festa. Com o regresso do Santo Padre ao Vaticano concluiu-se uma singular "Viagem Apostólica" na terra do sofrimento, marcada pela oração e pela certeza da esperança cristã. Com o Papa fizeram esta "Peregrinação", em primeiro lugar, os pequeninos, pobres, sozinhas, doentes; a eles, desde o início do seu Pontificado, o Papa pediu que apoiassem a sua Missão Petrina com a oração.
GIAMPAOLO MATTEI (©L'Osservatore Romano - 19 de Março de 2005)
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